dodô

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24 julho 2016

Creme de abóbora com farofa de gluten, missê e aveia

                 Gente, adoro essas receitas que a gente lê e pensa que não darão certo nunca! Mas tem que fazer pra ver o que sai.
                 Muitas delas vi no livrinho que vem no pote de missô, que pequeneza minha achar que missô só faz misso shiro.
                 Então me chamou a atenção uma kafta com missô, aveia, e, além de carne moída, pts! A foto era simpática.
                 Certamente fiz algumas modificações já que, convenhamos, animal não é comida, então tirei a carne. E pts é um troço ultra processado que não me inspira muita confiança. Ok, confesso, só usei a receita do folhetinho como base então vamos direto à nossa:

Primeiro de tudo assar uma cabotiá interia até que fique bem macia.
Abrir e passar por uma peneira se quiser mais fininho. Não usei a abóbora inteira aqui. Adicionei um pouco de caldo de legumes porque pensava em uma sopa antes de decidir fazer os bolinhos. Temperei simplesmente com sal.

Piquei em cubinhos 120g de gluten já cozido, 
juntei 
1/2 cS de shoyu
1 cS de chia
e deixei um tempinho para a chia soltar a gominha

então juntei:
1 cS de missô
3 cS farinha de aveia
cebolinha
pimenta dedo de moça picadinha

deixei descansando mais um pouquinho para a aveia absorver umidade e então apertei em bolinhos e fritei em frigideira com um pouco de óleo.
 

Alimento para os Olhos: Annie Leibowitz


17 julho 2016

Telúrico com pinhão, cogumelo e couve flor

                                 Esse começou de uma foto! Fiquei muito querendo quando vi esse prato da floresta no instagram do  Colorfood



e fiquei com essa coisa de "prato da floresta" na cabeça; então comprei pinhão, comprei cogumelo, e aqui em casa eles se encontraram com couve-flor, claro, porque nessa época de couve-flor, ainda mais nessa terra de couve-flor maravilhosa, sempre tem, e ela sempre se mete na panela alheia!
Pra o que seria o acompanhamento mas acabou entrando ali também e resultando num viradão, escolhi quinoa, que não é bem o ingrediente da floresta mas ela tem um gostinho tão telúrico que pra mim tá valendo!



proporção dos ingredientes?
ao gosto do freguês!

cozinhei pinhão;
cozinhei quinoa: bem semelhante ao arroz: duas partes de água para uma de quinoa, sal; quando ferver abaixa o fogo e deixa a panela semi-tampada;

com o pinhão cozido e descascado, a quinoa cozida,
floretes de couve-flor lavados
cogumelos limpinhos (não lavar! limpar com um guardanapo ou tirar a pele com uma faquinha)
salsinha lavada e picada
alho e pimenta do reino moídos,
vamos à panela final:

esquentei uma wok e, em fogo alto, coloquei a couve-flor, primeiro sem óleo para secar e não espirrar por todo o fogão! Quando ficou sequinha sim, coloquei um pouco de óleo de girassol e deixei dar uma tostadinha em algumas partes.
Abaixei o fogo e juntei o alho com a pimenta e em seguida os cogumelos maiores. Pra quem gosta do cogumelo mais molinho deixe o alho para depois senão ele acaba queimando e ficando amargo.
Depois os cogumelos menores. 
Então os pinhões e quando esquentou coloquei a salsinha.

Servir com a quinoa.
 



Risotto Nero

Quando in mezzo del cammin di tua vita va tutto cosi male
E ti trovi per la strada oscura sotto nuvole di sale
Pensi alla ricetta che oggi ti presenteró
Come sempre gustosa però
Adatta all'umore che hai

Il risotto col nero di seppie è una roba da raffinati
Non è poi cosi diverso dagli altri quando li hai già preparati
Il tuo brodo, il tuo vino, il soffritto, il tuo Carnaroli
Mentre mescoli, mescoli, puoi
Rifletter sui cavoli tuoi

Ora spremi dalle seppie l'inchiostro nero come è il tuo cuore
Poi aggiungilo al risotto e di un caldo mare senti l'odore
Più qualche anello di seppia ed un pò di prezzemolo
E almeno il palato godrà
Nel buio dei tuoi giorni no

Il risotto dà splendore e lustro al salotto che fa tendenza
Il suo unico segreto è davvero la tua pazienza 



Chico Buarque-Sergio Bardotti

 

Alimento para os Olhos: Motoi Yamamoto



 

trabalhos com sal
e mais Motoi Yamamoto




16 julho 2016

Doce de pêssego com baunilha e alecrim

                  Uma gafe! Parece que não anotei as medidas dos ingredientes...!
                  Mas ficou muito boa mesmo essa geleia - e a foto da Lidia! - então resolvi deixar a ideia aqui mesmo assim. No fim de contas a proporção pêssego/alecrim/baunilha tem que ser experimentando mesmo, pra ter certeza que tem os sabores do três bem presentes.

O começo é um doce de pêssego bem normal:
:. uma calda rala de {açúcar + água}
:. pêssego sem casca picado, de molho em água com limão para que não escureça

Quando a calda estiver no ponto, acrescentar o pêssego escorrido e cozinhar - mexendo várias vezes durante o processo - até que boa parte fique cremoso, mas ainda com pedacinhos.
Raspar uma vagem de baunilha, acrescentar as sementinhas no doce (pena que não dá pra ver os pontinhos na foto) e guardar a fava para outro uso.
Só no final acrescentar aos poucos folhinhas picadas de alecrim, experimentando sempre até encontrar o equilíbrio.



foto Lidia Ueta

Alimento para os Olhos: Arthur Rackham (1907)










12 julho 2016

Bolinho de Feijão e Arroz para comer com o Chutney de Beterraba Dodô

              

                 Prometida foi, e aqui está a receita do bolinho de feijão que fica incrível com o chutney de beterraba do Dodô :D

                 Primeiro segui essa receita da Bela Gil, mas não coloquei a cebola nem o coentro, que deve ficar ótimo mas não queria que brigasse com os temperos do chutney. Talvez porque eu não tenha processador e meio que amassei tudo na mão, ficou bem seco, o arroz ficou inteiro e o bolinho se quebrava todo, mesmo fazendo grossinho.
                  Então coloquei água na massa e foi pro liquidificador. Ficou molinha, não dava pra modelar então praticamente pinguei uma colherada de massa na frigideira quente e com um pouco de óleo, e aí sim: crocante por fora (olha a cor bronzeada dessa casquinha) e macio por dentro! Maravilha!


Então ficou assim:

    1 copo de feijão preto (deixado de molho por 2 horas)
    1 copo de arroz integral cateto (deixado de molho por 2 horas)
    2 colheres (chá) de páprica defumada (veja onde encontrar)
    1 copo de semente de girassol, tostada
    4 dentes de alho picados
    1 colher (chá) de azeite de oliva extravirgem
    sal marinho
    pimenta-do-reino

Cozinhei o arroz e o feijão, deixei o feijão bem molinho.
Misturei tudo e coloquei água suficiente para que o liquidificador conseguisse bater.
Fritei em frigideira quente com um pouquinho de óleo, "pingando" colheradas da massa.

04 julho 2016

Dia 9 de julho: Bazar de 3 Anos do Atelier da Mi

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O Atelier Miriam Asanome vai fazer 3 anos e para comemorar esta data tão especial, teremos um bazar com a participação dos meus alunos e claro, festa!

Vamos celebrar também a mudança de endereço do atelier, agora, num ponto comercial localizado no SEGUNDO ANDAR, que fica dentro do prédio mais bonito da cidade, o Edifício Anita. Bem no centro de Curitiba. ♥

Venha curtir com a gente. Teremos com exclusividade produtos feitos artesanalmente, com o maior capricho. Além de uma mini oficina de encadernação gratuita (make and take).

Estarão participando desta edição:

Aline Higa - Dodô Cozinha Artesanal (comida vegetariana)
Andrea Camargo Encadernação & Cartonagem - cartonagem
Salete Savytzky - patchwork
Tânia Januário - encadernação artesanal
Tomi Ney - cartonagem
yumi.yume - vasos de cerâmica

Estamos esperando vocês! ;)


 
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Como foi:





por Camila Maruyama

                                                                              por Andrea Camargo


 por Andrea Cordeiro


  por Andrea Cordeiro

 por Andrea Cordeiro
 
 
 por Aline Higa

por Aline Higa





 

03 julho 2016

Entrevero



                   Tanto que ouvi falar no tal do entrevero e só hoje nos conhecemos devidamente. 
                  Ganhei um pinhão catado maravilhoso, a cebola ficou num preço aceitável e tinha ainda o ultimo pacotinho de tofu defumado,  tudo conspirou, exceto o pimentão a $15 o quilo!


        Pra começar, preparei essa “lingüiça” de glúten que está descrita aqui.

        Enquanto ela cozinhava fui descascando os pinhões e preparando os outros ingredientes.

        Usei como base essa receita da Gazeta do Povo, mas os ingredientes foram colocados bem a olho:

        Refoguei 2/3 de um pimentão verde em pedaços médios e uma cebola pequena picada. Acrescentei 1cS de páprica defumada e um pouco de pimenta calabresa. Então 2 dentes de alho picados.

        Deglacei com 1 xic de vinho branco e acrescentei um tomate picado, uma cenoura grande em rodelas, o tofu, 1 cS de extrato de tomate, e fui controlando com água pra que não secasse mas também não virasse uma sopa.

        Cortei as lingüiças em rodelas e dei uma fritada em uma frigideira com pouco óleo. Usei um pouco mais da metade da receita.

        Quando a cenoura ficou levemente macia coloquei pinhão (deve ter ido umas 3 xíc) e a lingüiça.
Salguei, coloquei manjerona fresca, salsinha e cebolinha. E finalmente senti esse sabor de Santa Catarina! :D


Alimento para os Olhos: Alessandra de Cristofaro


Jabazinho: o chutney de frutas tropicais do Dodô com repolho tostado e linguiça vegana



                 Hoje preparei um chutney bem brasileiro e tive que fazer o sacrifício de experimentar :D
                 Este é de frutas que tenho bem à mão: maçã, banana e laranja (coisa mais linda essas laranjeiras daqui, cheinhas de laranjas!), bem doce como os doces que gostamos tanto, com bastante pimenta!

                 Como estava fazendo lingüiças veganas para o entrevero, roubei umas rodelas e dei uma fritadinha com um pouco de óleo. E é justamente sobre a lingüiça que essa postagem vem tratar. Com trema, por favor, gosto de lingüiça com trema e já me considero com idade suficiente pra teimar com certas coisas!

                 O repolho também só tostei na frigideira com muito menos óleo, e sal.

                 Simples é ótimo!



LINGÜIÇA VEGANA

                 A receita é daqui mas como mudei alguma coisa (essa incapacidade de seguir tim tim por tim tim), aqui vai a minha versão, muito parecida:

½ xícara de feijão preto cozido. Eu deixei o feijão germinar uns 4 dias antes de cozinhar.
 ¾ xícara de chá de funcho (a receita dizia caldo de vegetais e o funcho era acrescentado moído, mas não tenho moedor e ia ficar muito ruim de mastigar, então optei pelo chá, mas faça bem forte)
1 cS azeite de oliva
1 ½ cS de shoyu
2 dentes de alho bem picados
1 xíc de farinha de glúten
1 cc de pimenta calabresa
1 cc de páprica defumada (gostaria de ter colocado mais)
1 cc tomilho seco
Pimenta do reino
Também gostaria de ter colocado coentro moído, na próxima terá.

. Preparar uma panela para cozimento a vapor
. Amassar o feijão ou passar por uma peneira
. Juntar a ele os líquidos mas não todo o chá, para ir acrescentando o glúten aos poucos, intercalando com o chá, pois ele fica durinho e não é bom ficar sovando muito.
. Dividi em 3 partes e embrulhei em papel alumínio e coloquei para cozinhar na panela de vapor. 



26 junho 2016

Caldo de feijão com pequi

                 Ok, então coloquei o feijão de molho e acabei usando todo o tofu defumado nessa fofura aqui. Foi por uma boa causa certamente, mas fiquei um pouco perdida porque aquele era o plano. Então fui consultar meu caderno de rascunhos, ideias, e estava ali, curta e grossa anotação: "pequi no feijão". Obrigada mais uma vez, Aline do passado!
                 Molho de pequi tem na geladeira, não é dificil de encontrar, eu imagino. Só aqui no interior já vi duas marcas de molho de pimenta com pequi. Aqui usei separado, o molho de pequi (as gotas amarelas) e molho de pimenta (as alaranjadas)



1 xíc de feijão preto
2 dentes de alho
6 grãos de pimenta do reino quebradas
1 abobrinha
molho de pequi, molho de pimenta ou molho de pimenta com pequi
coentro fresco

Colocar o feijão de molho. Gosto de deixar germinar um pouco - tem um vídeo que ensina aqui mas nesse caso não deixei formar o broto, só um narizinho de uns 2 ou 3mm e já foi pra panela.
Cozinhar o feijão até que esteja macio.
Saltear rapidamente em azeite de oliva o alho picado e a pimenta do reino e juntar ao feijão. Salgar.
Saltear também a abobrinha em cubinhos. Coloquei apenas quando servido pra que ficassem com o verdinho dando contraste.
Temperar ainda com a pimenta/pequi e o coentro fresco.

Alimento para os Olhos: Alice and Martin Provensen

ilustrações para Aesop’s Fables







25 junho 2016

Sopa de batata à moda de Berlin à moda do Dodô

Maravilha poder matar saudade de alguma receita antiga!

Essa é de um dos primeiros livros de receitas que usei, talvez o primeiro pelo qual eu tenha me apaixonado, tanto que perdi o meu e fiquei bem triste até descobrir um igual na casa da minha vó e copiar tudinho!

Essa era a "Sopa de batata à moda de Berlin", que fiz tantas tantas tantas mas tantas vezes seguindo bem certinho as instruções do livro.
Bem que eu já quis matar a saudade antes, mas como fazer com as receitas onde o porquinho é indispensável?

Até que comprei um pacotinho de tofu defumado - estraguei um promissor misso shiro porque simplesmente subestimei o tofuzinho  e quando percebi que era quase um toucinho já fui correndo colocar um feijão de molho pra fazer um caldinho e procurar umas cenouras pra fazer essa sopa. Mudei algumas coisas - eu mesma estou tão diferente daquela época, como querer que a comida fique igual? Cozinhar é se colocar ali junto na panela. E a versão de hoje, que mesmo diferentinha ainda era inegavelmente ela e fiquei tão feliz com a minha sopinha comfort que o feijão que está de molho vai ficar sem tofu pra que ela tenha repeteco!




500g de batata salsa
50g tofu defumado
3 dentes de alho
200g cenoura

1 ½  xíc broto de lentilha
2 cc pimenta branca


. O preparo começa uns 2 ou 3 dias antes, para germinar a lentilha. Aqui está um vídeo explicando como fazer;
.  Com os brotinhos do tamanho desejado, vamos às panelas: cozinhar a batata salsa cortada em pedaços desiguais, de preferência com pontas, assim as pontas e pedaços menores derretem mas ainda sobram uns pedacinhos amarelos macios;
. Enquanto a batata cozinha, hidrate o tofu, corte as cenouras em rodelas, pique o alho e moa (ou quebre na faca) a pimenta
. Refogue o alho, cenoura e lentilha e junte à batata, adicione também a pimenta e o tofu (que também pode ser colocado no começo do cozimento mas eu prefiro assim, cada coisa com seu gosto mais definido). Quando estiver cremosa e a cenoura macia - mas ainda crocante! - está pronta. Um raio de sol na barriga.

18 junho 2016

Alimento para os Olhos: 💫💫 Vegan Galaxy Donuts ✨✨ de Hedi Gh










                                      A receita daqui

sobeautifullyraw💫💫 Vegan Galaxy Donuts ✨✨This is as far as my procrastination took me today - making galactic treats for my sick boyfriend 😷) Simple Donut Recipe:


17 junho 2016

Quibe de Berinjela Defumada

                                   

                                  Falando assim só "quibe de berinjela" não parece nada demais mas podem acreditar, esse quibe é uma coisa de louco. Pra começar, porque a gente usa uma berinjela assim:


Essa noite eu quero te ter
Toda se ardendo só pra mim


                                  Teve um fogo por aqui e ela ficou na brasa até ficar macia; isso pode ser feito na chama do fogão também; prefira berinjelas pequenas para que não fiquem duras no interior.
                                  É o defumadinho desse processo que deixa o quibe tão especial.



É um prato simples mas com várias etapas:
1. assar 2 berinjelas pequenas, para usar 1 xícara de polpa amassada;
2. hidratar ½ xícara de trigo para quibe - em água fria!, disse o libanês;
3. agora sim: misturar a berinjela, o quibe, 1 cS de azeite de oliva, e temperar. Eu temperei com 10 pimentas pretas e 10 pimentas verdes moídas, 5 dentinhos de alho amassados, bastante hortelã e usei também um pouco de manjerona.
4. Levar ao forno